Pedro Versteeg

Pedro Versteeg é um jovem artista plástico que não deixa ninguém indiferente.

Os seus trabalhos são fortes e intensos e resultam de uma paixão compulsiva que tem por pintar.

Conversámos com ele na cidade, no meio de grafittis, alguns de artistas que o inspiram e que lhe servem de referência no próprio processo de construção da sua identidade.

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"Sempre gostei de desenhar mas a origem do que faço vem do graffiti, ainda numa vertente de vandalismo, depois de um período de rebeldia que encontrava expressão no graffiticomecei a sentir a necessidade de procurar um significado para o que fazia, em querer fazer alguma coisa que me deixasse orgulhoso, que fizesse sentido e mais perto do conceito de street art"

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"Torno-me cada vez mais crítico e exigente, olho para os meus primeiros trabalhos e não gosto tanto deles, da mesma forma que acho que daqui a um tempo vou olhar para o que faço hoje e ter uma visão crítica, sentir-me descontente... quero fazer sempre melhor, ganhar maturidade. Esse é o processo."

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" A cidade é um atelier gigante, o local onde estamos pode ser o que quisermos. Tenho o hábito de trabalhar na rua, trago comigo sempre tudo. Gosto de ir para o cais, de estar perto da água, sempre tive uma relação forte com o mar"

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"Estive na Arte Ilimitada a fazer um curso de desenho e outro de pintura e desde que entrei para a António Arroio tenho tentada ver o máximo de coisas possíveis, procuro alimentar-me, inspirar-me, ir beber ao que outros já fizeram sem querer ser igual a ninguém; Ando à procura da minha identidade como artista, a minha cena... para isso é preciso formação, estudar, ver, estar atento. É preciso trabalhar muito."

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"Estou sempre a criar, no comboio, nas aulas, nos intervalos, estou sempre a trabalhar, não tenho rotina. Estou sempre a pintar, a desenhar. Sou compulsivo, houve uma altura que fazia um diário gráfico por semana, agora são os peixes, os macacos... os meus macacos estão intimamente ligados a mim, tal como os peixes, são referências do passado, representam a evolução, a minha evolução."

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"Era muito competitivo, no Surf, no Skate, tinha de ser o melhor, ganhar tudo. Isso agora já não me interessa mas o que quero fazer eu levo até ao fim, era assim com o Surf e com o skate, sou assim com a pintura, adormeço e acordo a pensar no meu trabalho."

"As minhas referências são o VILHS, o Paulo Arraiano, o + - , o Gonçalo Mar..."

"Quero ir estudar para fora mas não sei quando, não sei se ainda é cedo... ainda me falta muita coisa, é preciso pensar cada vez mais, gosto de pedir opiniões, de receber críticas, errar e crescer."

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"Há qualquer coisa que nasce connosco, que é inato, mas depois tem de ser cuidado, trabalhado. É como tudo!"

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Junho 2015, Fotografias Vitorino Coragem

Podem acompanhar o trabalho do Pedro Versteeg no Facebook e Instagram.

Alexandra Neves daSilva