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Outra vez doente em casa? O que é que eu faço com ele(s)?


Nesta altura do ano há muitos miúdos doentes em casa, são as malditas viroses, febres, constipações, tosse e por aí fora.
Nestes dias é necessário inventar para sobreviver.


- Traçar um plano!
Seja qual for a idade da(s) criança(s), ela(s) deve ser incluída nesta tão importante tarefa! 
Obviamente que temos de adaptar à sua compreensão e capacidade, para, em conjunto, pensar sobre o que se vai fazer, durante quanto tempo, o que é necessário, quem vai fazer o quê e porque é que vamos fazer isto ou aquilo. 
Dar sentido ao que fazemos muda por completo a entrega e a relação com a actividade, seja ela qual for. 
A intenção que colocamos no que fazemos é determinante e faz toda a diferença. 
Este plano pode também servir para marcar momentos fundamentais, em que cada um fica a fazer uma coisa diferente e respeita o outro. 
Se eu tenho email's para responder ou telefonemas para fazer etc, vou combinar um tempo no dia para isso acontecer, e nessa altura, a criança pode ocupar-se com um jogo digital, um tempo de desenhos animados ou até uma sesta, importante é combinar e depois cumprir (ambas as partes!).

- Brincar/trabalhar com seriedade, ou seja, levar a sério o que vamos fazer. 
Se não gostamos que os miúdos se distraiam quando estão a fazer uma coisa, nós devemos dar o exemplo. Se decidimos brincar aos cozinheiros e fazer um bolo devemos entregar-nos a isso com dedicação e concentração. 
Durante a preparação do bolo não há idas ao telemóvel espreitar a mensagem que chegou, mais vale determinar um período de pausa para que cada um faça o que quiser, pode ser quando o bolo vai para o forno; 
O Chef diz: Lavar as mãos e descansar durante 5/10/15 minutos antes de continuar com a tarefa da limpeza e preparação do empratamento.

- Esticar a actividade. Quanto tempo queremos gastar com aquela brincadeira? Um dia inteiro? Uma tarde? Duas horas?
Pegando no exemplo de Brincar aos cozinheiros: Podemos começar por procurar inspiração, onde? em livros? em programas de televisão? na internet? 
Depois pensar em pormenores do tipo, a indumentária necessária, quem é o Chef e o ajudante.
Fazer lista de material necessário, lista de ingredientes; 
Simular as compras num qualquer site de um hipermercado, perceber afinal quanto nos vai custar a receita escolhida?
Planear o tempo que vamos demorar a fazer cada coisa.
Conversar sobre cada um destes passos, abordar temas como o dinheiro, o tempo, aproveitar para partilhar o que sabemos sobre os vários assuntos. 
Tomar consciência sobre as aprendizagens que estão a ser feitas.
Tudo isto adaptado à capacidade de entendimento e reforçando a nossa atenção para a forma como está a ser absorvido, estimula a curiosidade e o gosto pelo saber e reforça a cumplicidade do momento. 

- Registar. Muitos de nós temos o hábito de fotografar alguns momentos para partilhar, seja nas redes de forma aberta para quem nos segue, seja em grupos restritos com quem gostamos. 
Esta também pode passar a ser uma actividade e que pode ser potenciada quando partilhada com os mais pequenos. 
Criar, em conjunto,  um cenário ou uma situação especifica para fotografar, metê-los ao barulho verdadeiramente e não só como modelo a fotografar, deixá-los dar ideias para as fotografias e decidir o que fazer com elas (sendo que essa pode ser já uma outra actividade...).

- Partilhar. Fazer uma sequência de imagens e mandar para o pai que está a trabalhar. Fazer uma composição e imprimir para acompanhar a receita escrita e oferecer aos avós ou levar para a escola quando já estiver bom de saúde. Começar um livro de receitas acompanhadas por fotografias. As possibilidades são tantas que só dependem da criatividade de cada um, e a das crianças não tem fim.

- Divirtam-se à grande! Já que temos mesmo de ali estar e não há volta a dar, então vamos mergulhar de cabeça e tirar partido deste momento transformando-o num enorme privilégio. 
Se a criança está mesmo em baixo, embirrante e sem capacidade para nada, brinquem aos médicos. Faça uma tardada de horas do conto. Vejam filmes embrulhados em mantas no sofá. Brinquem com as aplicações de imagens e som dos smartphones, lembre-se que o doente é a criança e quanto mais o adulto se entregar menos mau vai ser aquele dia.

As melhoras!

Fotografias Vitorino Coragem

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