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Quando me vieres visitar / Macau


Quando me vieres visitar. Esta é uma nova série de publicações, feitas com o contributo de amigos que vivem espalhados pelo mundo e que tantas vezes pensam como seria bom receber-nos naquela que é a sua casa, seja definitiva ou provisória, recente ou de sempre mas que é bem longe daqui.

Diana Soeiro é a nossa primeira anfitriã. Em Macau desde criança vive com o marido Tomás e os três filhos, as gémeas Clara e Benedita com 8 anos e o Gaspar com 2 anos.
Pedimos-lhe que nos falasse desta sua terra e que escolhesse alguns locais onde nos levaria.
Sejam bem-vindos a esta visita guiada.



"Cheguei a Macau em 1987, tinha 6 anos.
Os meus três filhos nasceram aqui. Esta é a nossa casa, o nosso lugar no mundo.
Temos a sorte de viver num sítio que concilia diferentes culturas e que nos serve de porta para tantos outros lugares incríveis. Quero que os meus filhos cresçam com essa consciência e gratidão por tudo o que os rodeia.

Macau não é uma cidade que apaixone à primeira vista.
Vale pela intensidade do que aqui se vive, pela multiculturalidade, pelos pormenores que enfeitam a cidade. O desafio é deixarmo-nos perder e repararmos em todos esses detalhes; Pequenos altares em lugares inesperados, as caixas de correio típicas ao lado das portas de ferro das casas, árvores centenárias com gaiolas penduradas de passarinhos que alguém levou a passear, o incenso, os cheiros, as bancas da fruta, os letreiros iluminados das casas de penhor numa cidade que não dorme.

Vale a pena descobrir e sentir Macau nesse jogo de paisagens antigas e modernas, de culturas que se cruzam, sabores e cheiros que aqui se inventaram, nas histórias de quem vive aqui desde sempre ou de quem acabou de chegar porque em Macau há sempre histórias para contar e a intensidade do que aqui se vive pesa tanto no peito como a humidade colada à pele.

Macau fica para sempre no coração de quem por aqui passa."


Como o incenso redondo que arde em círculos perfeitos, 
devagar, 
os nossos dias em pratos de fruta que se agradece num altar.

Diana Soeiro


Quando me vieres visitar a Macau.

Restaurantes:
Fernando, vamos pelo camarão com um molho especial, o camarejo e por ser perto da praia.
Para comer comida chinesa escolho o Noodle & Congee Corner do Hotel Grand Lisboa.
Para um bom Tailandês o Talay Thai na Doca dos Pescadores, é para ficar ao ao ar livre.
Para comida portuguesa e para nos sentirmos parte da família alargada que nos recebe com tanto amor vamos ao Mariazinha.
Se formos só adultos vamos ao North, no Venetian, boa comida chinesa!

Para comércio:
Aconselho os mercados de rua que nos surpreendem com peças originais, na Rua das Estalagens e na Rua 5 de Outubro, com o alerta de que, na minha opinião,  este não é o destino ideal para compras.

O Mercado Vermelho vale a pena porque o peixe se vende vivo e ali se descobrem condimentos e frutas exóticas. É uma experiência única.

Passear com os miúdos:
Quem vem da Europa é pouco provável que tenha visto pandas por isso o Parque de Seac Pai Van é paragem obrigatória.
O Jardim Canal dos Patos e o Jardim Lou Lim Ieoc também podem ser uma animação para as crianças mas o desafio maior será o de descobrirem Macau perdendo-se pelas ruas e becos cheios de histórias imaginárias, enigmas incríveis e pessoas misteriosas.

Para visitar:
O Farol da Guia. Ruínas de S. Paulo.
Templo Na Tcha.
Fortaleza do Monte.
Largo do Senado.
Rua da Felicidade.
Jardim Camões.
Largo do Lilau.
Casa do Mandarim.
Lagos Nam Van.
Torre de Macau.
Templo de A-Má.
Vila da Taipa.
Casas Museu da Taipa.
Vila de Coloane.
Praia de Hác-Sá (com areia preta).

Os antigos estaleiros na Ilha de Coloane são o meu lugar preferido pelas memórias que trazem dos passeios com os meus pais e irmãos mas também por todos os pormenores queridos que estarão para sempre ligados a Macau: as tais caixas de correio nas portadas coloridas, os pássaros em gaiolas penduradas, as janelas de onde vemos os altares que protegem as casas, as portas abertas porque se confia tudo e o contraste com o ritmo alucinante e moderno que se encontra lá fora.
Ali o tempo passa mais devagar mas não é por isso que é menos intenso.

Para dormir 
Hotel Royal, por ser central.
Banyan Tree, pela piscina no quarto.
Altira, pela piscina com vista para Macau.

Fotografias Diana Soeiro | Macau
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1 comentário:

  1. Espero visitar Macau Meu filho está nessa linda cidade e manda me vàrias fotografias que fico sempre com mais vontade de là ir

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O meu nome é Alexandra, vivo com o meu namorado de sempre e juntos temos quatro filhos. Nheko é um espaço de partilha sobre a vida em família - a nossa e outras - e de divulgação de pessoas que fazem coisas realmente inspiradoras. Sejam bem-vindos.

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