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Principesque, Stories to wear


Principesque, Stories to wear é uma marca nacional de roupa para criança que se apresenta ousada e original não só nos materiais e modelos mas na forma como de quer afirmar, oferecendo nas suas colecções imaginários que podem ser vividos não só pelas roupas mas pelas personagens que as habitam e pelas histórias que ali vivem.
A trabalhar a um ritmo bem acelerado de forma a acompanhar as exigências do mercado internacional, a Principesque apresenta aqui a colecção que levou a Londres, onde se foi dar a conhecer àquele que considera ser o seu mercado por excelência numa feira especifica para este efeito, a Bubble.

Nesta colecção, que apenas estará disponível para no próximo Outono/Inverno, as peças de roupa são o palco para as personagens criados pela ilustradora Célia Fernandes ganharem vida, numa história escrita por mim: a Floresta dos Cadeirões.  Este livro acompanha a colecção e é o mote para todo o imaginário que foi criado nesta sessão fotográfica; uma produção minha com a colaboração da fotógrafa Camila Noronha num trabalho conjunto com a Daniela, a Margarida e a Raquel, as três mentoras da Principesque.
A Floresta dos Cadeirões fala sobre o emaranhado constante de decisões que diariamente temos de tomar e fica hoje disponível para venda na nossa Loja Nheko, com um número de exemplares limitado.
Obrigada Principesque por esta experiência e pela forma amável como responderam às nossas perguntas e aceitaram apresentar aqui, quase em primeira mão, esta produção.




Nheko: Como surgiu a ideia de criar uma marca de roupa para criança e qual a história do nome Principesque? 
Principesque: A ideia de criar a marca nasce com Raquel Trindade por altura do nascimento da sua primeira filha. Nessa altura, surgiu a vontade de adquirir roupas que não fossem “mais do mesmo”, mas a tarefa revelou-se bastante complicada. Não existia na altura (2011) alternativas que satisfizessem. Então esta ideia começou a criar forma, a crescer e a ganhar cada vez mais espaço na cabeça e na vida da Raquel e as coisas foram acontecendo. O nome da marca vem do gosto pelas histórias de encantar com príncipes e princesas, da fantasia, dos pozinhos de perlimpimpim e dos dedos que adivinham. Posteriormente juntaram-se duas amigas ao projecto, a Margarida e a Daniela e as três transformaram a Principesque  no que é hoje: uma marca de vestuário inteiramente desenhada e criada em Portugal, que não tem medo de usar um pouco (ok, muito!) preto e branco, saltar fora do mundo a rosa e azul e entrar num outro onde há tantas histórias para contar. 


Nheko: A complementaridade dos acessórios - os bonecos e os livros, foi logo um ponto de partida ou surgiu posteriormente? 
Principesque: A ideia surgiu logo de início quando escolhemos o nome da marca Principesque Stories to wear
Não conseguimos por em prática logo nas duas primeiras colecções (SS16 e AW 16/17), mas as estações seguintes já poderão contar com esta complementaridade. 


Nheko: Trabalham com vários criativos, como tem sido essa experiência? 
Principesque: A experiência tem sido muito boa e enriquecedora. Trabalhamos com designers, costureiras, fotógrafos, escritores, ilustradores e somos nós as 3 em conjunto com todos eles que damos forma à marca. É engraçado percebermos os meandros de todas estas formas de arte e conseguirmos encontrar um ponto comum. 


Nheko: Quais as características que distinguem a Principesque
Principesque: À primeira vista, a Principesque distingue-se logo pelo leque de cores que apresenta. As suas colecções são sempre a preto e branco e os únicos elementos que dão cor são os bonecos que aplicamos. Mas, se explorarmos um pouco mais o conceito da marca, vamos ver que nada é deixado ao acaso ou feito sem pensar. Cada colecção é única e gira sempre à volta de um tema que serve de mote para a criação das peças de roupa, para a criação da história do livro que editamos e que serve de pano de fundo à produção fotográfica. É preocupação da marca, ainda mais sendo dirigida às crianças, contribuir com componente pedagógica. Como? Colocando a criança em contacto e experienciando vários tipos de artes como a escrita, a leitura, a ilustração, a fotografia, a teatralidade. Queremos aguçar a teatralidade e transmitir alegria. Acima de tudo, alegria. 


Nheko: O que é que vos orienta e o que é que vos condiciona, para quem se dirigem? 
Principesque: Nós trabalhamos para um nicho de mercado. Não pretendemos competir com as “Zaras” deste mundo. Dirigimo-nos essencialmente às mães que primam pela qualidade e acima de tudo pela diferenciação sem medo de arrojar. 


Nheko: Como tem sido o vosso percurso e quais as maiores dificuldades com que se têm deparado? 
Principesque: A nossa abordagem começou pelo mercado nacional e depois estendemo-nos para o exterior. Estando hoje em dia a nossa marca maioritariamente direccionada para os mercados estrangeiros, a nossa principal dificuldade foi acertar os nossos timings com os timings e antecipação que as feiras internacionais para apresentação das colecções exigem. 
Bastante difícil é também a escolha dos parceiros certos. 


Nheko: Vocês são 3 sócias, é complementar o trabalho de cada uma, têm diferentes tarefas ou todas fazem tudo? 
Principesque: Somos totalmente independentes. Cada uma tem as suas funções. E pensamos que só assim pode correr bem, sem nos atropelarmos umas às outras. A Raquel gere e desenvolve a componente criativa da marca e transpõe-na a cada colecção. A Margarida gere a componente de comunicação e contactos. A Daniela é a “mulher das contas”


Nheko: Serem as 3 mães é condição essencial para este trabalho? 
Principesque: Não será uma condição essencial, mas pensamos que ajuda bastante. Só assim conseguimos ter a sensibilidade para dizer se uma peça é viável, prática ou funcional para vestir a uma criança. Só assim conseguimos percepcionar a reacção de uma criança quando veste a nossa roupa. Só assim conseguimos perceber o impacto que terá numa criança a história do livro que escrevemos ou das personagens que criamos. 

Nheko: Em Portugal a venda online é já um hábito instalado ou acham que ainda precisamos muito de ver e mexer para crer/querer? 
Principesque: De todo. Ainda há muito aquela necessidade de “apalpar”…


Nheko: O vosso mercado preferencial é o nacional ou o internacional? Porquê? 
Principesque: O nosso mercado é sem dúvida o internacional. Verificámos rapidamente que os portugueses continuam ainda muito conservadores nas suas escolhas e com receio de optar por um artigo diferenciador e que cause impacto. A nossa marca tem uma personalidade muito forte no que toca à imagem e são os mercados internacionais que estão mais receptivos a este tipo de aposta. 



Nheko: Estiveram a apresentar a marca numa feira internacional, como foi a experiência? Já tiveram feedbacks desse investimento? 
Principesque: A nossa experiência foi ótima. Estávamos muito curiosas com a forma como seríamos recebidas na Bubble London e de facto correu muito bem. Recebemos entretanto vários contactos mas estamos já a preparar a coleção SS18 para apresentação em Julho em Paris. 


Nheko: O que é que se segue agora? O que podemos esperar num futuro próximo da Principesque? 
Principesque: Temos algumas cartas dentro da manga que não podemos já divulgar, mas o principal passo a dar é estender as colecções aos meninos. 

Nheko: Como podemos acompanhar o vosso trabalho? 
Principesque: Facebook | Instagram | Loja online



 Acreditamos em contos de fada, nos pozinhos de perlimpimpim e nos dedos que adivinham. 
Temos casas cheias de príncipes e princesas. Vibramos com energias positivas. 
Vivemos para a brincadeira, o dramatismo e a teatralidade. Sonhamos com os olhos bem abertos. Apreciamos e incentivamos a diferença. Aborrece-nos a simetria. 
Dizemos aos nossos filhos para nunca saírem de casa sem as suas coroas. 
Vestimos a camisola da criatividade. 
Adoramos o preto no branco. Adoramos o branco no preto. 
Criamos histórias. Contamos histórias. Vestimos histórias. Partilhamos histórias. 
Assim nasce a PRINCIPESQUE e uma nova história está prestes a começar...

Fotografias Camila Noronha / Produção Alexandra, Nheko
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