/ 5.1.17 / 1 Comment / , , , , ,

Rita Redshoes


Rita Rosa precisou de Redshoes para pisar o palco da vida e ultrapassar a timidez que a fazia temer até um dia normal de escola, envergonhada mas determinada, Rita descobriu na música um amor maior que a guiou ao longo dos anos e a reforçou no seu crescimento e afirmação como mulher.
Aos 35 anos, Rita lança HER, o seu quarto disco a solo que gravou em Berlim onde esteve durante um longo período e onde voltou a sentir a falta que a família e a casa lhe fazem.
Rita recebeu-nos com um sorriso luminoso na sua bonita casa, cheia de objectos com história e dois belos gatos.


Nheko: Tu és muito família, falas sempre muito da importância que tem para ti e também dos teus avós.
Rita: Sim, sou mesmo. Passei muito tempo com os meus avós, são figuras muito importantes e grandes referências para mim. A família está muito presente, tenho um irmão cinco anos mais velho, em pequenos éramos tipo "cão e gato" mas na altura da adolescência aproximá-mo-nos e ficámos bem amigos, eu saía com os amigos deles e tivemos uma banda juntos.

Nheko: A música fazia parte das vossas vidas desde miúdos? Eram uma família com hábitos de consumo cultural?
Rita: A música era uma constante na nossa casa e os meus pais era pessoas muito atentas, regularmente íamos ver coisas, podia ser teatro, música ou dança. O meu pai era jogador de futebol e depois treinador, a minha mãe tinha uma profissão que não tinha nada a ver com as áreas artísticas mas depois de se reformar dedicou-se à pintura e hoje dá aulas, o meu irmão é designer e também artista plástico, pinta, faz ilustração. Acho que a arte de uma forma ou outra faz parte das nossas vidas.



Nheko: Lembras-te de quando é que percebeste que a música seria o teu caminho?
Rita: Acho que foi quando estava no 10.º ano, eu na altura tinha uma banda com o meu irmão e vi uma cassete com um documentário da Pj Harvey que mostrava o lado dos bastidores e como era andar na estrada, eu que já adorava tocar na banda achei que era mesmo aquilo que gostava de fazer na vida.

Nheko: Na altura já tinhas formação musical?
Rita: Nada, só posteriormente. Foi nessa altura que também tive conhecimento que havia uma escola profissional de música e convenci os meus pais a retroceder um ano para a frequentar, voltei ao 10.º ano e fiz até ao 12.º nessa escola.

Nheko: Mas sempre gostaste de cantar, eras daquelas meninas que cantava em todas as festas de família?
Rita: Eu era super introvertida, tanto que o simples facto de ir para a escola me provocava ataques de pânico, cantar era algo impensável, mas a música serviu-me como uma terapia e na verdade continua a servir... continua a ser um grande desafio. Eu sofri imenso porque me fechava muito e vivia numa bolha, a música fez-me sair aos poucos, foi um crescer constante. Ainda é uma luta que travo comigo mesma, claro que hoje tenho os meus mecanismos e as minhas muletas, já sei viver muito bem com tudo isto mas não deixa de ser desafiante na minha relação comigo própria.


Nheko: E como e que viveste a adolescência?
Rita: A descoberta da música foi muito importante, facilitou muito. Era algo que eu gostava muito e que queria mesmo fazer, deu-me foco, objectivos e dava-me prazer, tudo isso contribuiu para elevar um pouco a minha auto estima, acho que se não fosse a música este período tinha sido terrível. A adolescência é uma fase onde andamos meio perdidos, eu não tive uma adolescência completamente tranquila mas de certeza que se não tivesse encontrado na música uma forma de me expressar tinha sido tudo muito mais complicado.


Nheko: Mas mesmo vivendo este caso amoroso com a música tu tiraste o curso de Psicologia, como é que isso aconteceu?
Rita: Pois foi mas eu nunca pensei em exercer, nem em tirar esse curso tão pouco. Depois dos 3 anos do curso técnico profissional eu quis entrar na Escola Superior de Música o que não era nada fácil especialmente porque não tinha formação de base, clássica, como quem vinha do conservatório. Estive um ano a estudar sozinha para conseguir depois entrar mas apenas lá fiquei 6 meses, eu detestei a escola, não me consegui relacionar com aquilo nem adaptar a nada. Desisti e consequentemente entrei num estado depressivo, foi como embater numa parede. Era música que eu queria e não havia outra escola, sentia-me encurralada. Fui então fazer uma psicoterapia breve porque estava realmente em baixo e sentia-me muito perdida e o que aconteceu foi que adorei! Aquilo para mim foi uma revelação, adorei o processo de auto conhecimento, de pensamento e de análise e apaixonei-me por aquilo. Acabei por ficar aquele ano parada e, curiosamente foi o ano em que o David Fonseca me chamou para tocar com ele, o que também me ajudou imenso, mas eu não queria ficar sem estudar e optei então por tirar psicologia. Tirei o curso de forma muito descomprometida e relaxada, foi óptimo e tornou-se uma ferramenta excelente para a vida em geral, estudar é sempre bom e estimula-nos para a vida, este curso ajuda-me muitas vezes especialmente na forma como vivo a relação com o outro, e é aí que nós existimos por isso ajuda-me muito na vida mas nunca de uma forma analítica, para mim isso não funciona, eu sou demasiado emotiva para conseguir racionalizar seja o que for.



Nheko: Explica lá como é que o David Fonseca aparece aqui no meio assim de repente?
Rita: O David conheceu o meu primeiro disco que eu gravei com a minha banda e escreveu-me a dizer que gostava imenso, depois a banda acabou mas nós mantivemos o contacto. Em 2002/3 ele foi-me ver com um projecto a solo que eu tinha que se chamava "photographs" e onde eu tocava sozinha as minhas canções, depois disso ligou-me a dizer que precisava de alguém que tocasse piano e que gostava que fosse eu. para mim foi uma surpresa total e ainda hesitei - o meu irmão ia-me matando - eu tinha 21 ou 22 anos e a ideia de ir tocar com uma data de matulões que não conhecia de lado nenhum metia-me muito medo, não que duvidasse das minhas capacidades, tinha mais a ver com a minha timidez. O David acabou por ir lá a casa dos meus pais, onde eu vivia, sentou-se comigo na sala a ouvir o disco todo e no fim eu lá disse: "Está bem, eu aceito."
Nós ensaiávamos em Leiria, era assim um género de residência, ficávamos lá todos uma temporada e eu lembro-me de, na primeira noite ter entrado em pânico, eu pensava: "se eu arrumar tudo e me for embora agora, assim de fininho, ninguém vai dar conta e eu volto para casa dos meus pais..." mas lá me aguentei e foi excelente, cresci imenso a vários níveis, foi um passo muito importante na minha vida, tanto a nível pessoal como profissional. Toquei com o David durante 6 anos.



Nheko: Sentes que o facto de seres rapariga te tem aberto ou fechado portas a nível profissional?
Rita: Isso depende muito do contexto, em relação ao meu primeiro disco acho que até foi uma vantagem porque não havia, na minha geração, miúdas a aparecer em nome próprio e isso, de alguma forma provocou alguma maior disponibilidade tanto nos meios de comunicação como no público.
Nunca senti diferenciação na forma como o público se relacionava comigo e apenas comecei a sentir alguma coisa menos positiva com o facto de ser mulher quando comecei a trabalhar numa parceria directa com aquele que era o meu companheiro na altura, o Paulo Furtado. Aí senti algumas vezes que me desvalorizavam, como se eu apenas ali estivesse por ser parceira dele e não pelo mérito do meu trabalho. Foi uma coisa muito específica e não fazia sentido nenhum, tornava-se ridículo para ambos e algo completamente novo para mim. Para dar um exemplo do que acontecia: era mais usual serem os rapazes a dominar as questões técnicas mas no nosso caso não era assim porque eu sempre gravei maquetes em casa e aprendi imenso com isso, era então eu que fazia esse trabalho na nossa dupla mas os técnicos insistiam em só perguntar coisas ao Paulo que lá os "reencaminhava" para mim vezes e vezes sem conta, eles demoravam imenso a aceitar esta realidade.



Nheko: Com o Paulo Furtado desenvolveste um trabalho que se revelou uma grande paixão na tua vida: fazer música para cinema.
Rita: Adoro trabalhar para cinema! Sou uma grande amante de cinema no geral mas fazer música para cinema é para mim o sítio onde a criatividade tem mais espaço. Quando fazes um disco no universo pop/rock, há uma série de convenções, de regras pré definidas do que deves e não deves fazer, eu acho muito saudável trabalhar fora deste tipo de limitações e o cinema dá-me isso, permite-me explorar novas sonoridades, não ter o mesmo grau de preocupação com a voz, é completamente libertador. Só tenho pena que em Portugal o circuito do cinema seja ainda pior que o da música, mas eu se pudesse, daqui a uns anos, era só o que fazia!

Rita: Não és então adita à estrada?
Rita: Não não sou, para já ainda gosto e até preciso mas acho que daqui a uns anos vou dispensar. A estrada é muito cansativa e desgastante, também e divertida mas tem um período certo para acontecer na nossa vida, além de que nunca gostei de estar muito tempo seguido fora de casa, quando oiço falar de bandas que andam em digressão durante três anos seguidos... eu morria! Adoro estar em casa e preciso disso.


Nheko: Sentes muita falta da tua casa e da tua família quando estás fora?
Rita: Sim, preciso dos meus pais, do meu irmão do meu avô, dos meus amigos, chateia-me imenso quando estou fora em momentos importantes mas sei que faz parte e que ainda quero fazer isto durante algum tempo, ainda tenho muita coisa para experimentar, muitos espectáculos para fazer e só quero parar na altura em que sentir que é a certa.

Nheko: E quando estás em casa, o que é que gostas de fazer?
Rita: Eu vivi na zona rural de Loures, as estradas nem eram alcatroadas e eu cresci no mato, às vezes penso que gostava um dia de voltar para um sítio assim, tenho uma forte ligação à terra e preciso de lhe mexer, gosto de plantar e de ter o meu quintal, gostava de ter uma verdadeira horta mas no entanto ainda não gosto muito de cozinhar, ando a ganhar o gosto. Quando tenho o meu sobrinho comigo preocupo-me mais com o que faço e em preparar alimentos saudáveis, quando tiver os meus filhos vou certamente dedicar-me mais, não dá para não cozinhar para os nossos filhos!


Nheko: E como é que te vês nesse exercício da maternidade, ou como é que pensas a maternidade no geral?
Rita: Eu acho muito importante que a maternidade seja vista como uma opção e não como uma obrigação para as mulheres, as mulheres devem querer ser mães sem que isso lhes seja imposto pela sociedade. Isso é algo que deve ser respeitado, eu já assisti e até já vivi situações de pressão social: "Mas que idade é que tu tens? Não tens ainda filhos????" isto é uma situação que apenas as mulheres vivem, os homens são muito mais respeitados nas suas opções como se tivessem mais direito a elas.
Eu questiono-me muitas vezes sobre isto, com a minha profissão não é assim tão simples, em Portugal há poucos apoios e isso coloca um peso muito grande neste tipo de opções.
Há também a responsabilização das mães por um sem número de coisas, a nossa sociedade e as próprias mulheres têm de conseguir aligeirar isto e baixar o nível de exigências que existem para com as mulheres/mães.
Quando uma mulher opta por não ser mãe há também uma culpabilização social como se ela não estivesse a cumprir o seu papel na sociedade. Ainda temos muito enraizado o modelo do homem que vai à caça e da mulher cuidadora o que provoca uma culpa imensa nas mulheres. 
Na minha casa a minha mãe sempre se preocupou com a sua vida profissional, ela tinha desafios e responsabilidades que equilibrava com a vida de dona de casa e de mãe, eu tinha uma família à antiga, o meu pai não cozinhava e passava muito tempo fora, era essa a organização.
A minha avó materna era costureira e tinha um atelier de costura onde outras mulheres trabalhavam para ela, era uma grande responsabilidade que ela acumulava com todas as outras de boa esposa, dona de casa e mãe. A minha avó dizia-me: "Tu trabalha filha, sê independente que para estares no sítio onde queres e não no sítio onde precisas de estar" para mim isto serviu como lição de vida.


Nheko: No que é que achas que o papel de mãe pode ser limitativo no teu percurso profissional?
Rita: Tenho receio de ter de deixar de fazer coisas que são fundamentais para o meu equilíbrio pessoal, assusta-me ter de abrir mão de uma vida profissional ou de parte dela, pensar que ser mãe implica não fazer mais estrada, não sair em digressão... mas esta é uma visão muito redutora, na verdade há muitas soluções alternativas basta pensar de forma diferente, a minha vida profissional por outro lado dá-me uma liberdade enorme e pode-me permitir um estar muito mais efectivo. Eu tenho uma profissão diferente que, aos olhos da nossa sociedade dificulta o objectivo de constituir família mas pode não ser assim. Se calhar só temos de ser mais criativos como já somos com tudo o resto.


Nheko: Sentes da parte da tua família alguma pressão neste sentido? Também eles esperam que "ganhes juízo" e que arranjes uma "profissão séria"?
Rita: (risos) Não, absolutamente nada. Nunca senti isso da parte dos meus pais, tenho imensa sorte, eles sempre me apoiaram totalmente e desde muito cedo, acho que eles sentiram que este amor pela música era tão grande que nada me iria demover.

Nheko: És tímida mas muito determinada?
Rita: Sim é verdade, às vezes dizem que sou uma falsa tímida porque eu quando é preciso não me fico nem peço desculpa pela minha opinião, os meus pais sabem isso, conhecem a minha determinação, eles viram a forma como me dediquei à música, como estudei sozinha para entrar na escola superior, a entrega que sempre tive, eles viveram isso comigo e nunca senti da parte deles nenhum tipo de desmérito pela minha área de trabalho, talvez o facto do meu pai ter sido jogador de futebol tenha ajudado a eles serem desta forma comigo, ser jogador também é uma profissão fora do comum.



Nheko: Neste teu último trabalho precisaste muito dessa tua determinação? Foi como um estágio longo e bem longe de casa.
Rita: Sem dúvida. Estive durante um mês e meio em Berlim, sozinha. Houve momentos bem difíceis porque por mais que tudo e todos sejam espectaculares é muito tempo para estar tão longe.
E voltando à questão que abordámos antes, eu ia com algum receio porque ia trabalhar com homens muito mais velhos e experientes com currículos incríveis e tinha medo que tivessem comigo uma atitude paternalista do género: "Nós é que sabemos o que é bom para ti", passou-me pela cabeça que pudesse encontrar esse cenário mas não aconteceu nada disso, foi absolutamente fantástico, todos me trataram com o máximo respeito e isso também foi uma grande aprendizagem para mim, ver aquelas pessoas, profissionais experientes e respeitados a trabalhar de forma entusiasmada e humilde, foi muito bom e ajudou-me também na minha auto estima, foi muito importante para mim como profissional.


Nheko: Essa possibilidade de trabalhar com gente tão grande do universo musical internacional é uma coisa fantástica dos tempos modernos, a internet para ti é facilitadora ou dificulta a vida dos músicos?
Rita: Este lado é incrível, a forma como nos aproxima a todos e nos coloca na mesma "sala", como nos permite derrubar barreiras de diferentes tipos é sem dúvida muito facilitadora mas tem o outro lado, perverso, complexo e que dificulta sim, não tenhamos ilusões. Exige novas respostas e nós ainda não as encontrámos.


Nheko: Achas mais dificil crescer no meio de tanta diversidade do que era quando tinhas 14 anos e viste o documentário sobre a Pj Harvey?
Rita: Hoje deve ser mais difícil... é bom teres acesso a tudo mas depois na verdade não tens capacidade para absorver tanta oferta, acho que o Ser Humano não está preparado para ter tantas hipóteses em aberto, isso exige muito e cria muita ansiedade.
Acho que estamos a passar por uma fase onde a superficialidade ganha muito terreno, há muita coisa mas não conseguimos aprofundar nada, eu lembro-me de comprar um disco e de o ouvir até à exaustão, eu não tinha dez para ouvir ao mesmo tempo e isso permitia-me entrar no universo proposto de uma forma muito diferente do que acontece agora e isso artisticamente não é bom, sem querer estar a parecer uma "velha do Restelo" acho sinceramente que não é bom viver tudo de forma rápida e sem saborear.

Nheko: Mas não sentes que há hoje uma "contra corrente" que está a querer mudar o rumo das coisas, nem que seja uma pequena franja da nossa sociedade, uma minoria activa?
Rita: Gosto de acreditar que sim. A História mostra-nos que haverá sempre um volte-face, chegaremos a uma exaustão face a esta velocidade mas nunca mais nada será igual e ainda bem. Mas para quem faz música este excesso de oferta é sufocante, é asfixiante.


Nheko: Quando pensas no futuro o que é que te provoca mais receio?
Rita: Tenho medo de não conseguir chegar às pessoas, de não ter a oportunidade sequer de me dizerem "Gosto" ou "Não gosto". Isso provoca-me ansiedade mas tento confiar. Receio também não conseguir acompanhar a evolução das coisas, não ter a inteligência e a perspicácia necessárias. Preocupa-me que cada vez haja menos espaço para se falar de música, que se tenham de criar estratégias alternativas, que tenhas de ir a um programa de culinária para conseguires falar do teu novo disco, isso deixa-me perplexa e até frustrada, como se as pessoas não tivessem capacidade intelectual para consumir determinadas coisas e estas tenham de ser disfarçadas e apresentadas de forma camuflada como entretenimento. Isto para mim é difícil de gerir e acho que há aqui muitas responsabilidades que vão muito mais além das que podemos atribuir ao público. Vivemos uns tempos estranhos que exigem reflexão e alternativas, alternativas que nos permitam sobreviver e criar.


Nheko: O teu processo criativo é um acto solitário?
Rita: Para criar eu preciso de um tempo morto, tempo em que parece que não está a acontecer nada mas que de repente faz acontecer. Há um trabalho interno, silencioso que nos exige a nós próprios paciência e serenidade, eu tive de aprender a respeitar este meu tempo de criação, antes lidava com uma certa ansiedade com este "não fazer nada", sentia-me inútil, precisei de me conhecer melhor para compreender esta necessidade, eu preciso de recolhimento para criar. E gosto muito de estar sozinha, de estar comigo, gosto de viajar sozinha, faz parte de mim e acho que me faço boa companhia.


Nheko: Quando pensas em ter filhos receias perder esse espaço ou pensas que vais ganhar um novo?
Rita: Eu tenho receios que sei que só vou perder quando isso acontecer de facto. A experiência que tenho vivido com o meu sobrinho tem-me mostrado que só a realidade supera as expectativas e eu só tenho de acreditar que a minha realidade vai ser o que eu fizer dela, certamente muito diferente do que idealizei. Não vir a ser mãe provoca-me a tristeza de não criar uma história, uma história que parte de mim, isso é uma coisa tão bonita. 
Por vezes questiono-me que sentido têm as vidas de muitos que foram geniais e egocêntricos tendo deixado uma vasta obra mas acabado sozinhos. 
Eu vivo com o meu sobrinho uma história de amor linda e acho esse amor muito necessário na vida. O universo infantil faz-nos tão bem.

Nheko: É desse universo que vêm os teus "Redshoes"?
Rita: Sim, do universo fantástico das feiticeiras e das bruxas, numa das histórias que eu lia em pequena, havia uma bruxa que tinha poderes mágicos quando calçava os seus sapatos vermelhos, eu como sempre precisei de super poderes para enfrentar o palco encontrei-os nos meus "Red Shoes" e achei que este era um bom nome para mim.

Fotografias Pau Storch

Podem seguir o trabalho da Rita Redshoes pelo Facebook, Instagram ou Site ofícial.
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1 comentário:

  1. Tão bonita a sinceridade, a fragilidade e ao mesmo tempo a força que transparecem nesta entrevista!

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O meu nome é Alexandra, vivo com o meu namorado de sempre e juntos temos quatro filhos. Nheko é um espaço de partilha sobre a vida em família - a nossa e outras - e de divulgação de pessoas que fazem coisas realmente inspiradoras. Sejam bem-vindos.

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