/ 3.3.16 / No comments / , , , , , , ,

Tânia e Miguel

Tânia Santos e Miguel Ferreira são os nomes que estão à frente do projecto CRU no Porto, este espaço que teve até há bem pouco tempo uma loja de autor é um cowork bastante inovador e especial.
A Tânia é psicóloga e uma mulher muito empreendedora, criou uma das primeiras plataformas online de apoio à infância Castelo Andante, o mercado Mini Porto Belo e foi, durante muitos anos quem acompanhou os Clã na estrada e durante os períodos de ensaios onde assegurava todos os cuidados e atenção à Nara,  filha da Manuela Azevedo e do Hélder Gonçalves. Foi neste contexto que conheceu o Miguel, teclista da banda, e assim nasceu esta relação de amor cheia de cumplicidade e boa disposição.
Esta é uma entrevista que há muito desejava fazer e este um dos casais mais inspiradores e boa onda que conheço.


Nheko: Que memórias trazem da vossa infância?
Miguel: Família, música, festas, os Natais que eram passados entre o Porto e Lisboa, ouvir rádio. É engraçado que ultimamente me tenho lembrado de muita coisa da minha infância, tenho uma prima que diz que depois dos 40 nos começamos a lembrar de coisas mais atrás no tempo e eu estou a sentir isso. Vivia no Campo Alegre bem perto de onde vivemos agora, esta era a minha zona e isso também me faz reviver muita coisa.
Tânia: Eu tenho uma irmã 6 anos anos nova, nasci e vivi no Porto até aos 6 e ainda aqui frequentei a escola até aos 12 anos. Tenho muitas recordações da casa da minha avó que era uma casa típica do porto, com dois pisos, logradouro, íamos a pé para a escola. Mas a imagem que mais associo à minha infância é a casa do meu avô em Cinfães, era uma casa de campo para onde íamos, fazíamos as vindimas e passávamos lá muito tempo, lembro-me de andar por lá sempre muito sozinha, a minha irmã é mais nova seis anos e eu aprendi a brincar sozinha, andava pelos campos, pelas ruas mas também brincava com puzzles e fazia legos, quando me fartava virava tudo ao contrário e inventava uma nova forma de fazer, entretinha-me com grande facilidade e até tinha um kit de sobrevivência para nunca levar seca, fosse onde fosse tinha as minhas coisas e estava garantida!
Também sinto que cada vez que cresço mais também tenho estas memórias de Cinfães mais vivas.



Nheko: Como foi o vosso percurso escolar?
Tânia: Eu estudei num colégio de freiras onde activei o meu lado mais bárbaro, selvagem e revolucionário mas sempre pela calada, estilo mula (risota). Era um colégio muito bom com óptimos professores, acho que fiquei muito bem servida mesmo com todo o conservadorismo, tive uma boa formação tanto a nível escolar como pessoal, de carácter, foi um percurso que me serviu para me afirmar também nas minhas convicções, também porque os meus pais permitiam e davam-me abertura face à religião e mesmo a outros assuntos e opções.
Aos 12 anos fui para a Maia, a minha foi uma das muitas famílias que deixaram o Porto para uma zona periférica por causa dos preços das casas, foi a altura em que o Porto começou a ficar desertificado. Eu aos 12 anos fui para uma escola pública e nunca mais ninguém me agarrou... mas sempre fui uma aluna razoável!
Miguel: Eu sempre fui um aluno médio, comecei a estudar música aos 5 anos mas já antes tocava, o meu avô tocava piano e na minha família a música estava muito presente e eu tinha muito jeitinho, tocava as músicas das novelas: da Escrava Isaura, da Gabriela, do Casarão... fui para escola de música muito pequeno e depois para o conservatório mas desisti aos 13 anos, naquela idade da parvoíce, eu só queria era bola, os meus pais puseram-me de castigo e fiquei um ano inteiro sem poder ir ao estádio do Boavista ver um jogo! Eu era muito preguiçoso, deixava tudo para a última e depois sofria imenso com isso, e ainda sou um bocadinho assim, tenho essa tendência, estico até ao fim mas a responsabilidade não me larga e depois sofro com isso.




Nheko. Como viveram a fase da adolescência?
Miguel: Não foi uma altura muito activa, fechei-me muito em casa, nem sei bem porquê, talvez alguma timidez, não acompanhei os meus amigos que começaram a sair, já não sei se eu não queria ou se não me deixavam, mas acabei por ter uma adolescência muito caseira. Tinha um primo com idade próxima e a minha irmã, no nosso prédio viviam uns amigos também das nossas idades e criámos uma pequena comunidade, foi assim que passámos esses anos, tudo muito tranquilo. Só mais tarde quando comecei a tocar ao vivo, aos 18 - 19 anos é que tudo começou a acontecer, foi bastante tardio.
Tânia: Eu fui para a Maia, escola pública e comecei a fumar, a namorar, depois os meus pais separaram-se quando eu tinha 15 anos e aí foi hardcore, a minha mãe passou as passas do Algarve comigo. Ao desaparecer de casa a figura paterna eu ganhei mais liberdade e percebi que podia fazer uma data de coisas porque ninguém me ia impedir, foi uma altura de grande egoísmo, típica da adolescência, uma vontade de fazer coisas novas e de acompanhar os outros. Acabei por ter muita sorte pois juntei-me a um grupo de malta porreira e especialmente criei uma grande amizade com uma miúda super equilibrada, bem formada e com a família muito presente, foi uma amizade muito forte e muito importante para mim. Esta é uma altura de grande afirmação da personalidade, de constantes testes e opções, se vamos por ali ou por acolá, se queremos isto ou aquilo, estamos em constante luta e são os resultados constantes de cada pequena batalha que nos vão formando como pessoa, são anos mesmo muito importantes.

Nheko: Na vossa opinião, actuação dos pais nesta altura, tem muita importância ou o que era para ser definido já foi anteriormente?
Tânia: Eu acho que continua a ter bastante importância e é até bastante condicionador, lembro-me de situações em que isso fez mesmo a diferença tanto para o bem como para o mal. A coerência, a justiça, a compreensão são basilares na relação, nessa altura é tudo muito exacerbado, lembro-me de uma ou outra situação em que os meus pais tiveram a infelicidade de sair menos bem na sua actuação como educadores e que isso serviu de desculpa e ficou como exemplo para justificar a minha actuação: "Tu disseste assim e fizeste assado, por isso eu vou poder actuar assim as vezes que eu quiser durante o tempo que eu quiser", é uma fase de grande exigência para os pais, estão sempre debaixo de holofotes, não podem falhar senão isso dá luz verde para os filhos fazerem igual, é terrível!



Nheko: Há características pessoais que são marcantes na adolescência e consideradas provocadoras de conflitos, esses mesmos traços de personalidade podem na vida adulta ter outro papel na nossa vida?
Tânia: Saber reconhecer as nossas características e utilizá-las de forma mais construtiva é um sinal de maturidade. É muito fácil justificares a tua actuação com um "ai porque eu sou assim, sempre fui assim..." chega a uma altura que temos de avaliar e perceber se o facto de sermos assim ou assado nos beneficia a nós próprios e aos outros. Mas acho que há um conjunto de características - a determinação, a confiança, o optimismo, todas elas são hoje importantes para a minha vida. Mais do que ver em mim o bom que é ser assim eu consigo perceber em quem não é assim todas as dificuldades que daí advêm.
Miguel: Essa visão optimista, de saber seleccionar o que se valoriza sem ser tonto ou alheado, saber retirar o melhor de cada situação, é de facto uma característica muito importante de manter ao longo da vida.
Tânia: Eu sou muito atenta aos pormenores, já o era mas agora retiro o néctar que aí se encontra. Não acredito em actos isolados, as coisas estão sempre relacionadas, acontece-te isto porque estavas aqui e te relacionaste com esta pessoa ou situação, é um desenrolar de consequências.

Nheko: O facto de estarem juntos a construir um projecto e a vivê-lo intensamente reforça a forma como actuam?
Miguel: Muito mesmo, nós conversamos sobre tudo, avaliamos, medimos, argumentamos... o meu papel é muitas vezes o de procurar as contrariedades - não por pessimismo da minha parte mas porque é necessário fazer esse papel. As ideias de raíz partem quase todas da cabeça da Tânia e eu ponho-me no papel das pôr em causa, de pedir exaustivamente que as justifique, ela argumenta e eu questiono e as ideias crescem e fortalecem-se assim. Assumimos papéis para que as coisas resultem sólidas no fim.
Tânia: Muitas ideias não passam a prova, duram apenas um jantar.
Miguel: É um processo, entramos na ideia e construímos juntos, com diferentes contributos num objectivo comum.



Nheko: Ambos tiraram cursos mas não trabalham nas respectivas áreas, quando fizeram as vossas opções académicas fizeram-nas com convicção?
Tânia: Convicção eu não posso dizer, eu gostei sempre de muita coisa e tive dificuldade em escolher o curso, na altura do 12.º ano as aulas de psicologia "bateram-me" muito, gostei muito e acho que foi uma boa escolha, o conhecimento que advém dessa minha formação em psicologia tem muito a ver comigo e gostei muito mas na faculdade achei que havia demasiada gente com uma adoração utópica pela psicologia, pessoas que se queriam resolver a si próprias e outras que evocavam o "jeito" que tinham para escutar os outros, eu não me identificava nada com estas posturas e não tive uma vivência académica nada intensa.
Miguel: Eu também nunca me identifiquei com o pessoal das Engenharias, estava muito ligado à música. Tirei Engenharia Química e gostava muito daquilo mas apenas fiz um estágio de uns meses e dei aulas de físico-química durante três anos. Dava aulas do 7.º ao 12.º ano e gostei muito, dava-me luta, já apanhei uma altura em que os alunos andavam desmotivados com a escola e havia problemas de autoridade e comportamentais, a minha preocupação era a relação com eles, interessava-me muito pelos meus alunos e pelos seus progressos, a dimensão pessoal era o que me dava mais gozo e tinha uma boa relação com eles, eles viam-me na televisão e provavelmente isso também ajudava, nessa altura os Clã foram a alguns programas tocar,estamos a falar de 97-98, por ai. Eu identificava a minha prestação nas aulas como tocar ao vivo, tinha de captar o público, ser maior que eles, para mim tinha tudo a ver.



Nheko: Nos projectos que desenvolvem hoje reconhecem a importância e a utilidade das aprendizagens que fizeram nos vossos cursos?
Miguel: Em termos de conteúdos não mas em geral não sei.
Tânia: A frequência de um ensino pós secundário é sempre importante na formação de uma pessoa. O curso de psicologia deu-me instrumentos e ferramentas que utilizo em várias alturas e em diferentes projectos, no caso da organização do mercado Mini Porto Belo está presente na forma como abordo os pais e as crianças, na forma como é organizado dando total protagonismo às crianças, em relação ao projecto da CRU é-me útil o conhecimento na área da psicologia organizacional, as temáticas da motivação e liderança, isto facilita o meu trabalho e complementa as minhas características pessoais.




Nheko: Como surgiu o projecto da CRU?
Miguel: Inicialmente foi por necessidade, foi procurar resposta ao que necessitávamos na altura.
Tânia: Foram coisas que foram acontecendo. Eu fiz o curso e fui trabalhar como babysitter, também trabalhei em restaurantes, criei a plataforma online "Castelo Andante" que era um directório ligado à infância, percebi cedo que não havia emprego na minha área e os que havia estavam pré destinados a alguém que não era eu, fui a muitas entrevistas e enviei muitos curriculos, depois cortei com isso. Aprendi muito com a experiência do "Castelo Andante" mas era muito trabalhoso, era um projecto demasiado grande para uma pessoa só e na altura faltou-me a maturidade para perceber que respostas procurar. Comecei também a fazer trabalhos criativos, trabalhos manuais que eu adoro,  comecei a vender nos mercados e a dar-me muito bem com isso era produtivo. Foi assim que iniciei o meu contacto com este novo mundo dos criativos e foi ai que me apercebi que todos se queixavam do mesmo, as necessidades eram comuns a todos.
Miguel: Na altura não havia a quantidade de mercados que há agora e as lojas não estavam disponíveis nem tinham condições amigáveis para os criadores, começámos a perceber que esta era uma lacuna grande.
Tânia: Nessa altura sugeriram-me a criação de um mercado para crianças, o objectivo era chamar gente, as famílias não vinham à baixa do Porto, iam para o parque da Cidade e para a zona da praia e desejava-se um ambiente familiar para esta zona e foi assim que nasceu a ideia do Mini Porto Belo que é um evento que dura até hoje, agora já conta com alguns apoios camarários mas que fazemos por "amor à camisola", sai-nos do pêlo, dá muito trabalho.
Miguel: O Mini Porto Belo é um evento com muitos seguidores, há sempre muita procura, as famílias anseiam pelo evento.



Nheko: A CRU começou por, além de ser um cowork com caracteristicas muito próprias, ter uma loja de autores, um conceito também inovador.
Tânia: A CRU nasce então da auscultação desta realidade dos criadores e também por uma necessidade sentida, esta coisa de trabalhar em casa, de ter tudo montado no meio da sala, ter de desmontar tudo para jantar, etc. Na altura já existiam no Porto alguns espaços de cowork só que eram espaços que se limitavam a ter umas mesas, internet e pouco mais, havia uma impessoalidade grande nestes espaços além de que nenhum era destinado às áreas criativas, aliás a CRU continua a ser o único cowork com espaço de atelier|oficina.
Miguel: A maioria são espaços comuns de trabalho, a CRU é muito mais do que isso, é uma comunidade. Tem espaços individuais onde existe alguma privacidade mas depois há todo um espírito que fomenta o cruzamentos dos projectos, há uma identificação entre os diferentes projectos que habitam a CRU.

Nheko: E como é que fomentam esse espírito de comunidade?
Miguel: Ele surge naturalmente, as pessoas estavam a trabalhar em casa, isoladas, agora encontram-se com outras pessoas, falam do seu trabalho e naturalmente as coisas encaixam, vão-se identificando e têm vontade de criar ligações. Há já uma predisposição por parte das pessoas.
Tânia: Quando nos vêm visitar pela primeira vez para conhecer o projecto acabam por perceber logo o espírito que aqui se vive e ou se identificam ou não, há logo uma triagem natural. Depois nós estamos sempre muito presentes e damos muita importância ao bem estar de quem está connosco, é uma prioridade que temos. Há um espírito muito familiar, uma sensação de pertença, aqui todos vestimos a camisola. O meu papel é o de general, eu mantenho a ordem: "Pessoal há aqui louça para lavar!"
Miguel: E temos os nossos eventos mensais, os lanches! O pessoal já reclama se há atraso. Apareceram porque achámos importante criar um momento de encontro formal entre todos.
Tânia: Em vez de brunchs criámos os lanches ao fim do dia, com chouriço assado e vinho tinto. Há amizades que aqui nasceram e que se mantêm mesmo depois das pessoas saírem da CRU, é muito fixe.



Nheko: Neste momento estão numa fase de pensar novos projectos?
Miguel: Sim, no fim do ano apareceram novos projectos que sentimos que merecem a nossa atenção e não tínhamos tempo, precisamos de nos dedicar a novas ideias, a mim custou-me muito fechar a loja, a princípio foi inevitável olhar para isso como uma derrota, como algo que nao resultou, foi isso que senti e demorei a perceber que ganhámos imenso com esta experiência de ter uma porta aberta e todos os contactos que nos permitiu e é isso que temos de levar para a fase seguinte, entregar o espaço da loja para outros projectos é sem dúvida a melhor opção neste momento.
Tânia: Qualquer ideia necessita de tempo, de disponibilidade para ir ao encontro de outros. Há sempre esta tendência de idealizar algo inovador, que ainda ninguém fez e isso dá ainda mais trabalho.

Nheko: Vocês complementam-se muito,  há um lado menos bom de trabalharem juntos?
Tânia: A instabilidade financeira e esta sensação de que trabalhamos muito e conseguimos pouco, mas a nossa vida é muito boa! Gostamos de chegar a casa, cozinhar juntos, jantamos até à meia noite, saímos para beber copos todos os dias que queremos, vivemos no centro, fazemos tudo a pé, não temos de acordar muito cedo...



Nheko. Vocês conheceram-se quando a Tânia era a babysitter da Nara, filha do Hélder e da Manuela (que juntamente com o Miguel e com outros simpáticos músicos fazem parte dos Clã), foi quando menos estavam à espera que se encontraram?
Miguel: Sim, íamos e vínhamos muitas vezes juntos para os ensaios e outras situações e aconteceu.
Tânia: Ambos estávamos a sair de relações que tinham terminado, percebemos que tínhamos de resolver as nossas situações porque queríamos estar juntos. Saímos das casas onde vivíamos e não decidimos propriamente ir viver juntos, ainda nem sabíamos bem se este "nós" existia, apenas estávamos certos que os outros "nós" tinham deixado de existir.
Miguel: Eu procurei uma casa para ficar e surgiu uma provisória, perto da praia, era verão e a Tânia ficou comigo.
Tânia: Eu era para voltar para casa da minha mãe mas acabei por ir ficando e nunca mais saí.
Miguel: Exacto, até hoje. Correu bem!

Nheko: Têm como projecto a curto prazo ter filhos?
Miguel: Isso ainda não apareceu na nossa equação e não por andarmos entretidos ou ocupados, ainda não apareceu essa vontade.
Tânia: A nós não nos apeteceu ainda e não sei se nos vai apetecer, não colocamos essa hipótese de lado mas de momento não queremos, mas há tempo, há muito tempo. É algo que tem de acontecer quando houver uma vontade grande e profunda, não é uma questão de agenda e de planeamento nem tão pouco tem a ver com o extracto bancário, é algo que tem de ser sentido diariamente, tem de começar a fazer falta, temos de nos começar a querer ver nesse papel.
Miguel: Eu vejo-me muito bem no papel de pai, tenho muita facilidade com crianças.
Tãnia: Eu também, gosto muito e sei que ficar-nos-ia muito bem mas isso tem de resultar de uma vontade grande e neste momento ainda não a sentimos. Acho que nunca seremos uma família numerosa mas não sei o que é que o futuro nos reserva.





Nheko: Como é que vivem as constantes ausências do Miguel com os concertos?
Tânia: Eu gosto de ter a casa só para mim, gosto de fazer as coisas diferente desde que não seja muito tempo.
Miguel: A Tânia algumas vezes vem comigo e essa parte é muito fixe.

Nheko: O que é mais vos fascina no outro?
Tânia: Há coisa que eu gosto muito como a capacidade de me surpreender com coisas que me diz e que não sei onde vai buscar, tem um sentido de humor maravilhoso que me está a contagiar mas que ainda sou só uma aprendiz, tem um estilo de humor que eu aprecio mesmo, muito subtil. Consegue todos os dias surpreender-me e isso é muito bom, faz-me sentir que não sei o que se passa na cabeça dele e isso para mim é encantador. A boa vontade e a constante disponibilidade também me fascina mas ele é tão boa pessoa que me faz sentir a pior pessoa do mundo - por comparação, somos a bela (o Miguel) e o monstro ( eu)!
Miguel: Gosto da surpresa quase diária, a capacidade inventiva, essa parte "idiota" também me fascina.
Tânia: Temos uma energia parecida, aqui em casa os assuntos nunca esgotam, há um entusiasmo constante.


Fotografias Vitorino Coragem
Share This Post :
Tags : , , , , , , ,

Sem comentários:

Enviar um comentário

Sobre Nós

Apresentação

O meu nome é Alexandra, vivo com o meu namorado de sempre e juntos temos quatro filhos. Nheko é um espaço de partilha sobre a vida em família - a nossa e outras - e de divulgação de pessoas que fazem coisas realmente inspiradoras. Sejam bem-vindos.

A nossa loja

@nheko_

Seguir por e-mail

Pesquisar